Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho um dos maiores complexos de inferioridade da Região Sudeste.
Esse verão eu decidi fazer algo de diferente. Decidi ficar na minha casa, tomando os meus bons drink e dividindo com vocês toda minha miséria existencial.
Nunca tive personalidade. Personalidade é um edifício de manutenção colossal, esquadrinhado por um sólido código do conduta imune aos arroubos da sedução ilícita do homem de baixa qualidade, esse que decora a tabela de direitos e deveres do país, faz as contas e, se leva vantagem, cai de pau em cima dos outros com uma elegância duvidosa.
Apesar de ter nascido na cloaca do Séc XX e afirmar uma estranha certeza de que sou menos do que um compensado de ser humano, bebi de uma água fresca chamada humor gráfico, o que acredito eu, me mantém cambaleando, trôpego, ligeiramente firme nesse departamento mofado da vida que as autoridades competentes costumam chamar de ‘mundo’.
Vampirizar com amor. Deus me livre de ter personalidade! Prefiro a dos outros, sério. Quando olho pro trabalho de Laerte, Adão, Sieber, Dahmer, Arnaldo e Alexandra me sinto confinado num hotel duas estrelas pelo resto da vida.
Tal qual um médium desgovernado, tentei capturar a essência dessas personalidades enigmáticas. Suas obras são muitas vezes tratados sobre o cinismo, corolários da ironia, bósons de higgs do exagero, pulsações mágicas incapazes de serem rastreadas sob a névoa da ignorância generalizada.
Aos mestres, meu carinho: obrigado pelo sopro de vida.
Aos que visitaram o blog em 2011, muito obrigado pelo voto de desconfiança. Credibilidade aqui não tem vez MESMO.
Nos vemos em 2012! SHALOOOOOOOM
Laerte
Adão
Arnaldo
Dahmer
Sieber
Alexandra








